Agora

8 set

Não sei falar com certeza quando é que tudo começou… Posso dizer que em abril fiz um cartaz para iniciar a fase prática da pesquisa de doutorado que me trouxe de Santiago à Salvador. Ali o devaneio de fazer teatro na rua do ser individual, neste momento, tornou-se coletivo. Assim, mergulhamos no estacionamento São Raimundo e seu entorno, descobrimos os lugares visíveis e também os invisíveis.

Tenho a lembrança viva na mente, do medo que senti na primeira vez que visitamos a “vila” São Raimundo, as imagens que vi a sensação de estrangeira… Estrangeira mesmo… um centro comercial underground, onde se cozinhavam pamonhas, cuscuz, onde vivem pessoas, onde se cortam cabelos, uma passagem entre a ponte e o estacionamento. Outro local invisível da cidade da Bahia.

E agora…? Agora criamos uma proposta, com todo o que percorremos, agora temos piadas juntos, temos nervos comuns e naturais, temos alegria de ver como a poesia está acontecendo ali, onde os ônibus passam, onde os taxistas aguardam passageiros, onde passageiros aguardam seu ônibus, onde as noivas procuram seus vestidos, onde as câmaras de segurança filmam a miséria.

Ali no meio deta mesma confusão está nossa encenação no espaço público.

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